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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Nota 73....

" A Lagarta foi a primeira a falar.
- De que tamanho queres ser? - perguntou
- Oh, eu não sou muito esquisita no tamanho - apressou-se Alice a dizer. - Só que não é muito agradável estar sempre a mudar, sabe?
- Não sei de nada - rispostou a Lagarta."
Lewis Carroll in "Alice no País das Maravilhas"

( "Conheço" alguém que me faz lembrar muito esta Lagarta... e curioso, há muito, mas muito tempo mesmo, que não ouvia mencionar a Alice e agora parece que encontro a Alice em cada virar da esquina, que perseguição... será porque ando mais atenta ou...será que virou moda... ou será alguma mensagem?)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nota 65...



"Devo estar quase a chegar ao centro da Terra. Ora, deixa cá ver: isso seria seis mil quilómetros de profundidade, acho eu. ( É que, estão a ver, Alice tinha aprendido muitas coisas deste género nas suas aulas da escola, e embora esta não fosse uma excelente ocasião para alardear o seu conhecimento, visto que não havia ninguém que a ouvisse, não deixava por isso de ser um bom exercício de repetição)
- Sim, deve ser mais ou menos essa distância... mas, nesse caso, a que Latitude ou Longitude terei chegado? - ( Alice não fazia a mínima ideia do que era a Latitude nem a Longitude, mas achava que eram palavras pomposas para se dizer)
- Será que vou cair através da Terra? Que engraçado ir sair entre os povos que andam com a cabeça para baixo! Parece-me que são os antipatas... - ( sentiu-se bastante satisfeita por desta vez não haver ninguém que a ouvisse, já que aquela palavra não lhe soava nada bem- mas vou ter de lhes perguntar como se chama o país, claro está. Por favor, Minha Senhora, isto é a Nova Zelândia? Ou a Austrália? (...) - E ela há-de pensar que eu sou mesmo uma ignorante por lhe fazer tal pergunta.
Não, é melhor não perguntar: se calhar, verei o nome escrito em qualquer parte."

Lewis Carroll in "Alice no País das Maravilhas"

Por vezes gostamos de ter alguém que oiça as nossas aprendizagens para sentirmos os nossos progressos ou emendarmos os nossos erros... Precisamos trocar ideias...
Por vezes gostamos de usar palavras pomposas... isso faz-nos sentir importantes... mas quase sempre tem o efeito contrário...
Outras vezes mais valia estarmos calados...
Sempre temos receio de revelar as nossas ignorâncias e limitações... mas não será essa uma forma de aprender?

domingo, 2 de novembro de 2008

Nota 64...

" E de que serve um livro, pensou Alice, se não tem gravuras nem diálogos?"

Lewis Carol in "Alice no País das Maravilhas"